Tornou-se uma modinha insuportável na política moderna (moderna?), tanto quanto a modinha de meninos sensíveis trajano calças apertadas e coloridas, falar-se em "gestão transparente", "participação popular", "governo do povo". Não é insuportável tocar nestas questões, insuportável é escutar esta ladainha, sabendo que o povo nunca chegou ao poder, que o povo não participa das decisões tomadas pelo Estado (ou participa pouco) e que "gestão transparente" mudou o conceito para "sites com informações que a população não saberá ler".
Temos um certa culpa nisto, nossa democracia é tão limitada e desprezível que chega a causar espanto. Nós nos relegamos a um papel tão medíocre, só nos enxergamos como cidadãos com toda as pompas e glórias no período eleitoral. E sim, nós nos acostumamos à uma cultura política um tanto parasita. Não queremos nos envolver com os assuntos públicos, porque as nossas "vidinhas" atribuladas já nos roubam tempo o suficiente. Não elegemos candidatos para administrar a máquina pública, elegemos candidatos para tomar conta de algo que não nos interessa. Eles, "homens justos e honestos", exercem esta tarefa com tanto sacríficio. (risos)
Nós que trocamos nossos votos por algumas bagatelas, ainda temos o direito de cobrar algo? O mais fascinante é a nossa cara de tupor e descrença quando o "casal 20" de um jornal das oito, noticia que os Estados nacionais tomam decisões sem o nosso conhecimento e consentimento... Ora meus caros, façam-me o favor!
Vemos o WikiLeaks em todas as manchetes e o Julian Assange se tornar o mais nova celebridade (quem sabe mártir) por divulgar o que fingimos não saber... que somos enganados (não contra a nossa vontade). Nada contra o Wikileaks e o seu fundador, não só acho a iniciativa nobre, como também a apoio incondicionalmente.
Neste sentido, deixo de lado todas as tentativas de falsamente parecer-me neutro e compartilho com vocês, toda minha admiração em relação ao ex-operário (hoje presidente da república), Lula. É realmente louvável seu comentário em relação a repressão que o Julian Assange vêm sofrendo por divulgar aquilo que os governantes tão arduamente esconderam e escondem. Segundo o presidente Lula: "O culpado não é quem divulgou, o culpado é quem escreveu. Portanto, em vez de culpar quem divulgou, culpem quem escreveu a bobagem".
Portanto chega de Business, chega de fingirmos que não sabemos de nada e que fomos injustamente enganados, chega de bancarmos o cidadão responsável comprometidos com a nação, Chega de fingir... Chega!!! Afinal de contas, se as águas do Tietê não são transparentes, fomos nós mesmos que a sujamos.

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